sábado, 31 de agosto de 2013

O Melhor Pão de Queijo?


Quando penso em pão de queijo, recordo-me de momentos familiares, encontros, aconchego, abraços, risadas... Bom demais!
Quando penso no melhor pão de queijo que já experimentei, logo me vêm à mente, aqueles preparados pela minha talentosa sogra, Da. Maria do Carmo, e pela minha irmã, cheia de habilidades, Carmélia. Desculpem-me os demais, mas elas conseguem incrementar o pãozinho de tal maneira que a experiência de prová-lo torna-se inesquecível.
Dias desses, perguntei para elas o que acrescentavam no pão de queijo que ficava tão bom daquele jeito. Elas foram unânimes em confidenciar que o segredo estava em usar queijo abundantemente, amassar consistentemente até encontrar a textura certa e carinho, muito carinho... Acho que entendi. Pão de queijo inesquecível é recheado de carinho. Enrolado com cuidado e assado com afeto.
Nos dias de hoje, fazer pão de queijo de verdade leva um tempo que nos é precioso. E olhem, temos os ingredientes ao alcance das mãos! Minhas bisavós teriam que fazer o polvilho, o queijo, para depois, preparar o pão de queijo! Nós encontramos tudo tão pronto, semipronto ou congelado, que não “perdemos” tempo com isso. Nada contra as facilidades da vida contemporânea, mas a questão seria um apelo contrário ao nosso imediatismo constante, assim como a continuidade e valorização de nossas raízes.
Afinal, fazer pão de queijo é tradição em Minas Gerais. Tradições são laços que nos unem enquanto grupo de pessoas, comunidade, em especial, aos nossos antepassados... São práticas, aprendizados, saberes, transmitidos através das gerações.
O preparo da massa de pão de queijo, o enrolar das bolinhas — uma a uma —, a expectativa ao redor da mesa, o café cheiroso no fogão, a conversa solta entre pessoas queridas...   Todos esses singelos detalhes, evocam identidades e familiaridades que eu não gostaria de esquecer. Diversamente, desejo participar dessa “ciranda” e passar esta saborosa tradição adiante!

E você, qual o melhor pão de queijo já experimentou?





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The Best Brazilian Cheese Bread


When I think about cheese bread, I remember family moments, gatherings, coziness, hugs, laughter... Too good!
When I think about the best cheese bread I have ever tried, soon come to my mind, those prepared by my talented mother-in-law, Maria do Carmo, and the ones made by my all-abilities sister, Carmelia. I apologize to the other ones, but they manage to improve the little bread in such a manner that the experience of trying it becomes unforgettable.
These days, I asked them what they use to add in their cheese bread preparation so they got so yummy... They were unanimous in saying the secret was in using cheese abundantly, kneading the dough consistently to find the right texture and love, lots of love. ... I guess I see it. Unforgettable cheese bread is filled with love. Carefully rolled in and tenderly baked.
Nowadays, making cheese bread from scratch is such a challenge. It takes a time which is precious for us - even though we have all the ingredients at the touch of our hands! My great grandmothers would have to prepare cassava flour, cheese, and then, cheese bread!
We find everything so ready, semi-ready or frozen, that we don’t “waste” our time with it. Nothing against the conveniences of contemporaneous life, but the point would be an appeal against our regular immediacy as well as the continuity and valorization of our roots.  
After all, cheese bread is a tradition in Minas Gerais. Traditions are ties that unify us while a group of people, community, especially, to our ancestors… They consist of practice, learning, knowledge, transmitted through the generations.
Preparing cheese bread dough, making the small balls — one by one —, expectations around the table, smelly coffee at the stove… All these fondly details, evoke identities and familiarities that I wish not to forget. But otherwise, I wish to join this “ciranda” and pass on this delicious tradition!

And you, what is the best cheese bread you have ever tried?


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Fotos e Texto - Jomara C Ribeiro - Se for reproduzir, favor creditar o blog.
Pictures and Text - Jomara C Ribeiro - If you're willing to reproduce, please quote the blog.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A neblina


Você percebeu a neblina baixa nessas manhãs de inverno?


Há dias em que acordo e ao olhar pela janela me deparo com uma neblina cerrada, que embaça toda a paisagem, impede a visão do horizonte e a chegada da luz do sol...
Em dias assim, a temperatura costuma estar baixa e o frio parece se intensificar - É impressão minha ou o inverno chegou mais tarde à Divinópolis este ano?
Ao tempo em que vou preparando o café, sigo espiando o céu pela janela... Indago se o que vejo seria neblina, névoa ou nevoeiro... Seria esse fenômeno natural ou consequência da ação humana?
Nesses momentos, penso em Deus, na natureza e sinto uma nostalgia de não sei o quê... Abstraio-me aleatoriamente e viajo como em uma oração. Celebro o amanhecer e as possibilidades que nos são oferecidas: "adoro este dia".
O acolhedor cheirinho de café coado e o calor do pão torrado me lembram que está na hora de voltar pra realidade! Talvez a neblina ensaie um suspense sobre o que está por vir... Hoje promete muitos acontecimentos - agradáveis! 
Enquanto a manhã se revela, aos poucos, a branquidão se enfraquece e o sol vem brilhando. O céu, muito-azul-sem-nuvem, alegra nosso dia. Nem parece que tudo começou tão embaçadinho. Que dia!



  


Have you noticed a thick fog these winter mornings?


There are days when I wake up and while looking through the window I face a thick fog, which blurs the vision of the horizon, impedes sunlight from coming through...
In days like these, the temperature is low and cold seems to intensify — Is it my impression or winter came later to Divinópolis this year?
While preparing breakfast, I observe the sky from my window for a while. I wonder if it's a mist, a fog or a haze… Is it a natural phenomenon or a consequence of human action?
 During these moments, I think in God, in Mother Nature and I feel nostalgic about I don’t know what… I wander randomly and transcend as if in a prayer. I celebrate the dawn and all possibilities it offers us: "I adore this day".
A cozy smell of fresh coffee and warmth feeling of just-toasted bread reminds me it’s time to come back to reality! Maybe the fog rehearses some suspense about what is going to come...Today is gonna be full of - pleasant - events! 

As the morning unfolds, the whiteness slowly weakens and the sun comes shining. The no-clouds-blue-sky turns our day into joy. Who can imagine it all started so foggy?. What a day!


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Fotos e Texto - Jomara C Ribeiro - Se for reproduzir, favor creditar o blog.
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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Desfazendo Malas

Alguém aí gosta de desfazer as malas ao chegar de viagem?


Lembro-me de muitos relatos sobre como fazer malas. Em época de preparativos para viagem, costumo procurar por esses manuais na ânsia de encontrar uma maneira certeira de escolher os itens a serem empacotados e é sempre aquela angústia: o que levar? E se chover? E se estiver muito quente? É um ritual que pode se tornar um pesadelo ou uma alegria...
Neste finalzinho de férias, estive pensando sobre como desfazer malas — algo tão trivial! Não sei se todos têm esse sentimento, mas olhar as malas após chegar de uma longa viagem me traz certa tristeza, ou melhor, desânimo: lavar as roupas, passá-las, guardar tudo novamente... 
Já experimentei algumas táticas como, deixar a mala em um canto por um tempinho até tomar coragem e desfazê-la; ou, logo ao chegar desfazê-la, resolver tudo e pronto; ou, desfazê-la aos poucos e ir lavando as peças sujas... Confesso que não encontrei uma estratégia ideal, tudo depende das circunstâncias e da viagem em si.
Se um dia pudéssemos viajar sem levar mala alguma! Quem dera...
Mas, a bagagem tem uma simbologia, não acham? Fazê-la, carregá-la, desfazê-la, guardá-la.

Como tenho tentado encontrar algo valioso nos "pequenos eventos cotidianos", ah, para mim, a melhor parte de desfazer as malas é o prazer de resgatar as lembranças e mimos trazidos para os amigos e familiares... No mais, resta aquele brilho de esperança de um dia voltar aos lugares inesquecíveis! Como diz o ditado: “é sempre bom deixar motivos para voltar”...





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Does anybody there enjoy unpacking after travelling?


I remember several reports about how to pack. In times of travel preparations I usually search for these manuals yearning to find the right manner to choose the items to be packed and it is always that anguish: what to bring? And if it rains? And if it’s too hot? It is a ritual that can become a nightmare or a joy…
At the end of these holidays I was musing on how to unpack - such a trivial thing! I don’t know if everyone has this feeling, but looking at suitcases after arriving from a long trip brings me a kind of sadness, or despondency: washing the clothes, ironing them, placing them in the closet again…
I have tried some tactics like letting the cases in a corner for a little time, until I feel encouraged to unpack them; or, as soon as I arrive, I unpack and get it all done; or slowly unpack and wash the soiled items… I confess I haven’t found an ideal strategy; it all depends on the circumstances and on the trip itself.
If one day we could travel with no luggage! Wishful thinking…
But the suitcase has its meaning, don’t you think? Pack it, carry it, unpack it, store it.
As I have tried to see something valuable in "single daily events", ah, to me the best part of unpacking is the pleasure of rescuing the souvenirs and gifts brought to friends and family. Yet, a ray of hope remains of coming back to those unforgettable places one day! As it is said: “it is always enjoyable to leave reasons to come back”…



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Fotos e Texto - Jomara C Ribeiro - Se for reproduzir, favor creditar o blog.
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